Dra. Joanízia Feittósa OAB/SP 409.148 · Advocacia e Soluções Jurídicas Falar no WhatsApp
Direito de Família · Convivência familiar

Regulamentação de visitas: como funciona?

Orientação jurídica com acolhimento, discrição e estratégia para organizar a convivência entre filhos, pais e familiares, com segurança e previsibilidade.

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Informação jurídica

O que é regulamentação de visitas?

A regulamentação de visitas, também chamada de regulamentação da convivência, estabelece como será mantido o contato da criança ou do adolescente com o genitor que não reside com ele e, em situações específicas, com avós e outros familiares.

O objetivo não é apenas organizar a agenda dos adultos. A decisão deve proteger a convivência familiar, a estabilidade da rotina e o melhor interesse da criança.

Como a convivência pode ser organizada?

O plano pode ser construído por acordo e submetido à homologação ou definido judicialmente quando não há consenso. Quanto mais claro for o documento, menor a chance de novos conflitos.

  • dias e horários de retirada e devolução;
  • local de entrega da criança;
  • finais de semana alternados ou outra frequência;
  • feriados, aniversários e datas comemorativas;
  • férias escolares e viagens;
  • telefonemas e videochamadas;
  • responsabilidade por transporte e despesas específicas.

Como ficam os finais de semana?

Não existe um modelo único. É comum a alternância de finais de semana, mas a frequência pode ser diferente conforme idade, rotina escolar, distância entre as residências, vínculo afetivo e necessidades específicas da criança.

Em casos de crianças muito pequenas ou quando o vínculo precisa ser reconstruído, a convivência pode começar de modo gradual.

Como dividir férias e feriados?

O acordo pode prever metade das férias para cada responsável, alternância anual de Natal e Ano-Novo, divisão de aniversários e regras para viagens. Também é importante definir prazo para comunicação e entrega de documentos.

É possível prever videochamadas?

Sim. Telefonemas e chamadas de vídeo podem complementar a convivência, especialmente quando existe distância entre as residências. O contato deve ocorrer em horários razoáveis e sem interferir no descanso, nas aulas ou nas atividades da criança.

Os avós podem pedir convivência?

A legislação admite que a convivência seja estendida aos avós, a critério judicial e sempre de acordo com os interesses da criança ou do adolescente. A análise considera o vínculo existente, a segurança e os efeitos da convivência.

O que fazer quando o acordo não é cumprido?

É importante guardar mensagens, registros de tentativas de retirada, comprovantes e outros elementos que demonstrem o ocorrido. Dependendo da frequência e da gravidade, podem ser adotadas medidas de cumprimento, revisão do regime ou outras providências adequadas.

Quando houver risco de violência, abuso, uso de substâncias, ameaça ou outra situação relevante, a segurança deve ser comunicada imediatamente para avaliação de medidas protetivas e de convivência assistida ou restrita.

Quais documentos ajudam na análise?

  • certidão de nascimento da criança;
  • decisão ou acordo de guarda já existente;
  • comprovantes de residência e rotina escolar;
  • mensagens sobre combinações e descumprimentos;
  • boletins, relatórios ou documentos de saúde, quando pertinentes;
  • proposta de calendário de convivência.
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Atendimento profissional

Dra. Joanízia Feittósa

Advogada inscrita na OAB/SP sob o nº 409.148, com atendimento voltado à orientação clara e à defesa responsável dos interesses de cada cliente.

Em questões de convivência familiar, a análise deve considerar a rotina da criança, o histórico das relações, a segurança e a possibilidade de construir regras claras.

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Próximos passos

Como funciona o atendimento

O primeiro contato permite compreender a situação e indicar os documentos necessários.

1

Conte a rotina familiar

Informe idade da criança, residência, escola, distância e como ocorre a convivência atualmente.

2

Separe os registros

Reúna decisões, mensagens, calendários, documentos e provas de descumprimento, se houver.

3

Defina uma proposta

Após a análise, será possível construir uma proposta de convivência ou a medida judicial adequada.

Dúvidas frequentes

Perguntas importantes

Guarda compartilhada significa tempo igual?

Não necessariamente. A guarda compartilhada trata da responsabilidade conjunta. O tempo de convivência é organizado conforme a realidade e o melhor interesse da criança.

A criança pode dormir na casa do outro genitor?

Pode, conforme idade, vínculo, segurança e rotina. Em alguns casos, a convivência pode ser ampliada gradualmente.

Os avós têm direito de visita?

A convivência pode ser reconhecida judicialmente, desde que seja benéfica à criança ou ao adolescente.

Posso impedir visitas por falta de pagamento de pensão?

Pensão e convivência são questões diferentes. A falta de pagamento deve ser cobrada pelos meios próprios, sem usar a criança como forma de pressão.

É possível alterar um acordo antigo?

Sim, quando a rotina, as necessidades ou as circunstâncias familiares mudaram de forma relevante.

Precisa organizar ou revisar a convivência familiar?

Envie uma mensagem com um breve resumo da rotina, do acordo existente e do problema enfrentado.